28 abril 2013

História da Classe Bancária

Em 1967 a Classe Bancária, aproveitando a Primavera Marcelista e com a queda do governo de Salazar, fez eleger para a Direção do Sindicato dos Bancários do Norte, um conjunto de personalidades ligadas aos movimentos de oposição e aos movimentos católicos que se vão opondo quer ao patronato quer às entidades oficiais, exigindo, em muitos casos, a actuação de entidades fiscalizadoras da atividade bancária que assegurem o cumprimento dos horários de trabalho e a progressão da carreira profissional dos seus Associados. 

19 abril 2013

A crise na Zona Euro aumentou o poder do FMI


Quando Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças alemão um dos principais impulsionadores da política europeia, comemorou seu aniversário de 70 anos num teatro em Berlim, em setembro passado, duas das mulheres mais poderosas do mundo dedicaram palavras calorosas em sua honra: Angela Merkel e Christine Lagarde.

Christine Lagarde, diretora do FMI, é grande amiga de Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças alemão.

A presença da Sra. Lagarde reflete a sua proximidade e a amizade de longa data com o Sr. Schäuble. Mas foi também uma confirmação do estatuto que a Sra. Lagarde adquiriu na Europa, como resultado da crise do euro.

O FMI tem mais a dizer sobre a gestão de crises que muitos membros da zona do euro, e Lagarde tornou-se quase figura de Estado, cujas opiniões têm mais peso que a de muitos líderes eleitos. De facto, sem dinheiro e os conselhos do FMI, a Zona Euro poderia não existir.

Porque Christine Lagarde é ouvida e respeitada pelo Sr. Schäuble, também tem desempenhado um papel importante superar a relutância alemã em aceitar propostas destinadas a reforçar a zona euro, como um supervisor bancário centralizado.

Recentemente, tem havido sinais de que Lagarde está procurando chamar a atenção do Sr. Schäuble e a liderança alemã para moderar seus pontos de vista sobre uma questão que é central para a crise: o grau de austeridade que devem ser impostas a países como a Grécia e Portugal.

Nos últimos três anos, o FMI e Alemanha têm vindo a insistir que os beneficiários da ajuda externa devem cortar os gastos do governo (Despesa Publica) e aumentar os impostos. Mas mais recentemente Lagarde foi argumentando que muita austeridade pode ser contraproducente.

Uma mudança de posição no FMI, transformaria o debate na Europa. Mas o facto de a organização estar tão envolvida em assuntos europeus é controversa, tanto dentro como fora do continente, e poderá ser uma fonte de discórdia, quando o FMI e o Banco Mundial realizam as suas reuniões de primavera em Washington.

Os países mais pobres ... (cont.)

16 abril 2013

Novas tensões sociais em Portugal

Teme-se um aumento das tensões sociais nos países em que os processos de ajustamento sejam percecionados como "injustos", como é o caso de Portugal entre outros países. A crise terá segmentado a economia global a "três velocidades"

Tensões Sociais


Não é o processo de ajustamento em si, porque as pessoas até entendem que não podem viver acima das suas possibilidades, mas porque sentem o peso das injustiças do processo de ajustamento.

O desemprego continua a ser um dos grandes desafios, pois a tendência de aumento do desemprego, mantém-se e consequentemente o aumento da tensão social.

Veja também
Extensão de prazo até 7 anos 
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/extensao-de-prazo-ate-7-anos.html)

15 abril 2013

Extensão de prazo até 7 anos


Os ministros europeus das Finanças da União Europeia aprovaram a extensão de prazo a Portugal e Irlanda para pagar os seus empréstimos de resgate, mais tarde do que o inicialmente acordado, numa tentativa de ajudar os dois governos a reencontrar o seu caminho a partir do próximo ano.

Conseguindo a Irlanda regressar aos mercados ainda este ano para se financiar inteiramente nos mercados, seria uma validação da estratégia da zona do euro no combate à crise, bem como à austeridade do governo e "reformas estruturais".

Portugal está numa posição mais difícil. A sua economia irá contrair significativamente este ano (2012), após o chumbo do tribunal constitucional, tendo rejeitado recentemente algumas das medidas de austeridade propostas pelo governo para satisfazer as exigências do seu programa de resgate. O governo está a preparar novos cortes nomeadamente ao nível da despesa pública, substituir os chumbos do tribunal.

É crucial que tanto a Irlanda e Portugal continuem no caminho dos programas de ajustamento. A combinação do crescimento com o reforço de medidas e de consolidação fiscal irão devolver a confiança aos investidores.

Na zona do euro os governos concordaram numa extensão de sete anos para o prazo médio dos empréstimos feitos para a Irlanda e Portugal pelo fundo do bloco de moeda do resgate temporário, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Os ministros das Finanças dos 27 governos da UE também concordaram em estender os prazos de vencimento dos empréstimos feitos para os dois governos a partir de um fundo de resgate independente apoiado pelo orçamento da UE.

Os ministros da UE terão que resolver um dos problemas mais difíceis enfrentados pelo bloco: a concepção de um sistema de regras para a morte ordenada dos bancos falidos. Após a confusão que reinou durante as negociações sobre o resgate de Chipre, os governos querem dar certezas aos mercados, ditando essas regras o mais rápido possível.

O bloco de moeda é dividida em muitos pontos. Os governos alemão, holandês e finlandês querem  fazer "bail-ins" com os credores dos respectivos bancos para que as suas reivindicações sejam convertidas em instrumento de equidade, para lidar com bancos em dificuldades.

Outros governos temem que isso poderia aumentar o custo de financiamento do banco da zona do euro, em particular para os países que não têm dinheiro para recapitalizar seus próprios bancos.

A zona do euro concordaram que o Mecanismo Europeu de Estabilidade, fundo de resgate do bloco permanente, permitirá bombear capital directamente nos bancos em dificuldades, desde que um regulador único banco da zona do euro esteja a funcionar em pleno. 
Mas a Alemanha e outros países-membros querem capitalização bancária directa para ser usado como um último recurso, só depois dos governos nacionais, investidores privados e até mesmo credores bancários foram solicitados a contribuir com fundos.


Veja também
O que posso consultar na internet, relativo ao IRS? 
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/o-que-posso-consultar-na-internet.html)

11 abril 2013

O que posso consultar na internet, relativo ao IRS?

Na opção Cidadãos/Consultar/IRS poderá consultar as declarações entregues nos últimos anos e as divergências detetadas.

Na opção Cidadãos/Obter/Comprovativos poderá obter um comprovativo da entrega da declaração de IRS.

IRS 2012
IRS 2012


Na opção Cidadãos/Consultar/Informação Financeira/Movimentos Financeiros poderá aceder à informação de cobrança.


Quem está dispensado de apresentar declaração de IRS 2012 ?
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/quem-esta-dispensado-de-apresentar.html)
Como obter certidões de IRS?
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/como-obter-certidoes-de-irs.html)

Como obter certidões de IRS?

Para obter uma certidão de liquidação de IRS pela internet deve utilizar a opção: Cidadãos/Obter/Certidões/Efetuar pedido/Liquidação de IRS. Depois de indicar o ano, a certidão é gerada e pode ser impressa no seu computador.

IRS 2012
IRS 2012


A certidão emitida por via eletrónica contém, no canto inferior esquerdo, uma caixa denominada “Elementos para validação da certidão”, que permite que a entidade destinatária da mesma comprove a sua autenticidade através da opção:

Cidadãos/Obter/Validação de Documento, bastando para tal inserir aqueles elementos sem necessidade de qualquer autenticação.


Quem está dispensado de apresentar declaração de IRS 2012 ?
http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/quem-esta-dispensado-de-apresentar.html

O que posso consultar na internet, relativo ao IRS?
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Quem está dispensado de apresentar declaração de IRS 2012 ?

DISPENSA DE APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO

IRS 2012
IRS 2012

Ficam dispensados de apresentar a declaração de IRS os sujeitos passivos que, no ano a que o imposto respeita, apenas tenham auferido, isolada ou cumulativamente:
  1. Rendimentos tributados pelas taxas previstas no artigo 71.º do CIRS e não optem, quando legalmente permitido, pelo seu englobamento;
  2. Rendimentos de pensões pagas por regimes obrigatórios de proteção social e rendimentos do trabalho dependente, de montante inferior a 72% de 12 vezes o salário mínimo nacional mais elevado (€4.104,00).


Como obter certidões de IRS?
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O que posso consultar na internet, relativo ao IRS?
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Por quem é detida a dívida portuguesa ? (cont.)



Quanto às necessidades de financiamento da economia portuguesa, o documento da 'troika' e do FEEF refere que o nível de emissão de dívida antes da crise rondava os 10 a 12 mil milhões de euros por ano (7 a 8% do produto), as quais deverão ascender aos 14 a 15 mil milhões de euros em 2014 e 2015. A 'troika' recomenda que Portugal consiga uma extensão de sete anos para o prazo de pagamento do empréstimo.

Presentemente o ministro das Finanças, Vitor Gaspar, está na Irlanda a justificar o alargamento do prazo.

A Irlanda deverá receber apoio total, ao passo que o apoio a uma extensão dos prazos a Portugal poderá ser condicional, dependendo da capacidade de o executivo liderado por Passos Coelho encontrar medidas para compensar cerca de 1.300 milhões de euros, depois de o Tribunal Constitucional ter 'chumbado' quatro artigos do Orçamento do Estado deste ano.

Inicio

Por quem é detida a dívida portuguesa ?

Os detentores da dívida portuguesa são sobretudo especuladores do mercado.

A 'troika' e o FEEF mostram-se preocupados com o facto de a dívida portuguesa estar a receber a atenção sobretudo de investidores especulativos, e não de investidores tradicionais.

Houve uma participação estrangeira particularmente forte no último leilão de emissão de títulos de dívida (perto de 93%), especialmente dos Estados Unidos.

Mas uma porção ampla desta emissão foi estranhamente comprada por investidores especulativos como 'hedge funds' (25%) ou gestores de ativos, com uma participação extremamente baixa de investidores institucionais convencionais, bancos centrais e outras instituições oficiais (apenas 4% em fundos de pensões e seguros)".

A 'troika' aponta alguns riscos de financiamento que se colocam a Portugal, nomeadamente a elevada necessidade de financiamento nos próximos anos e o facto de o 'rating' atribuído pelas agências de notação financeira estar em níveis de não investimento.

07 abril 2013

Eleições para os Orgãos Sociais do Sindicato dos Bancários do Norte (SBN)

Sindicato dos Bancários do Norte (SBN)
Sindicato dos Bancários do Norte (SBN)


De acordo com as mais recentes sondagens quanto às intenções de voto, assiste-se a uma transferência de intenção de voto para a Lista i nas eleições para os Orgãos Sociais para o Sindicato dos Bancários do Norte (SBN).



Intenções de voto SBN Sindicato dos Bancários do Norte
Intenções de voto


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Falta de confiança política em António Coelho Marinho
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/falta-de-confianca-politica-em-antonio.html)

06 abril 2013

Falta de confiança política em António Coelho Marinho


Parabéns ao atual presidente do Sindicato dos Bancários Norte (SBN), Mário Mourão, da tendência socialista (TSS), que tomou a decisão de afastar António Coelho Marinho, ex-administrador do BPN e arguido no caso BPN, da possibilidade de assumir a Direção dos SAMS.



Mas António Coelho Marinho continua candidato pela Lista E aos Orgãos do SBN.

Deduz-se então, e na ausência de qualquer declaração do líder da Tendência Social Democrata (TSD), Alfredo Correia, que continua a gozar de apoio político dos TSD.

Então, como é possível que estas tendências continuem em coligação para as Eleições mais importantes para a Classe Bancária ?


Ler mais

Retirada da nomeação de António Coelho Marinho da gerência dos Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS)

(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/04/retirada-nomeacao-de-antonio-coelho.html)

05 abril 2013

Retirada da nomeação de António Coelho Marinho da gerência dos Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS)


Ainda assim, o antigo administrador do BPN, António Coelho Marinho e atual arguido no caso BPN mantém-se na lista E ao Conselho Geral do Sindicato dos Bancários do Norte (SBN).

Como evitar despedimentos

Num momento de grandes mudanças dos mercados, os bancos têm que dar respostas rápidas, devendo ser capazes de adaptar a força de trabalho, priveligiando a mobilidade interna e não os despedimentos.

Não aos depedimentos

Reforçar negociação coletiva

É fundamental reforçar a Negociação Coletiva.
A negociação coletiva do Sindicato dos Bancários Norte (SBN) centrou-se muito, até agora, nas cláusulas de incidência económica, em prejuízo das restantes matérias, designadamente com as condições de trabalho.

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O candidato ao Sindicato dos Bancários Norte arguido no processo BPN

Antonio Coelho Marinho, ex-administrador e arguido no caso BPN é candidato ao Sindicato dos Bancários Norte (SBN)n o que considero uma desonra para a classe bancária.

Propoe-se ainda a gerir os Serviços de Assistencia Medico Social (SAMS) daquele sindicato, uma área sensível da qual depende a saúde dos seus sócios e agregado familiar, em particular os seus filhos.

Na próxima terça-feira o seu nome vai a votos nas eleições do SBN na lista dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD).