28 julho 2013

Triplicou o valor do incentivo fiscal


Triplicou o valor do incentivo fiscal de que pode beneficiar quando exige faturas com o número identificação fiscal (NIF).

A partir de agora o incentivo passa a ser de 15% do IVA constante de cada fatura. Esta alteração ocorreu através de Lei publicada no dia 24 de Julho, mas aplica-se a todas as faturas que foram emitidas com o seu NIF desde 1 de Janeiro, quando se refiram a prestações de serviços enquadradas nos seguintes setores de atividade:


i) Manutenção e reparação de veículos automóveis;
ii) Manutenção e reparação de motociclos, de peças e acessórios;
iii) Alojamento e similares;
iv) Restauração e similares;
v) Atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza.


O valor do seu benefício fiscal já foi atualizado no site do e-fatura, no Portal das Finanças, podendo consultá-lo inserindo a sua senha de acesso.


A emissão de fatura é sempre obrigatória, mesmo quando não solicitada. Quando exige fatura, a AT assegura que o IVA que nela pagou será entregue ao Estado e não servirá para aumentar a economia paralela.

fonte: Autoridade Tributária (AT)

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Bruxelas dá luz verde à reestruturação dos bancos portugueses, mas impõe cortes mais suaves
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/07/bruxelas-da-luz-verde-reestruturacao.html)

26 julho 2013

Bruxelas dá luz verde à reestruturação dos bancos portugueses, mas impõe cortes mais suaves

Os "remédios" impostos pela Direção Geral da Concorrência (DGComp) da UE, a aplicar às instituições financeiras portuguesas, ajudadas pelo Estado, são comportáveis e, em grande parte, fazem parte da estratégia que os bancos iriam seguir de qualquer forma, mesmo que a tal não fossem obrigados.
Assim, a Comissão Europeia considera que os planos de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos (CGD), do Banco Português de Investimento (BPI) e do Banco Comercial Português (BCP) estão de acordo com as regras comunitárias, no que concerne aos apoios estatais.
Os planos de reestruturação do BPI e da CGD estão já formalmente fechados com Bruxelas. Quanto ao BCP, já existe acordo, mas não foi formalizado e o processo do Banif, que entrou mais tarde, ainda não está concluído nem garantida data para a sua aprovação. Há um ponto comum a todas as instituições: severa redução de estrutura - balcões e funcionários -, limitação dos salários dos banqueiros e proibição de realizar aquisições e desinvestimento no exterior, nos casos em que tal se aplica.
Recorda-se que o Estado português injetou 1,6 mil milhões de euros na CGD, cerca de 1,5 mil milhões no BPI e três mil milhões no BCP, tendo sido já reembolsado em apenas 580 milhões de euros.
O mercado acredita que a banca portuguesa não necessitará de fazer um segundo pedido de apoio financeiro à troika para se recapitalizar até final do programa em junho 2014.

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A crise de 2008-2009 e o nível do indice de confiança
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/07/a-crise-de-2008-2009-e-o-nivel-do.html)

25 julho 2013

A crise de 2008-2009 e o nível do indice de confiança

Crise 2008-2009
Aconteceu precisamente o oposto em 2008-2009, quando aumentou o nível dos despedimentos e rescisões amigáveis, bem como desabaram os preços das casas (bolha imobiliária), em simultâneo com o ajustamento do mercado de ações.
A confiança do consumidor japonês destacou-se pela positiva no seguimento da implementação da política económica agressiva do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, para estimular a economia.
O índice do nível de confiança diminuiu na América Latina, pelo segundo trimestre consecutivo. No entanto, os consumidores da América Latina e no Extremo Oriente permanecem mais confiantes sobre as perspetivas para a obtenção de trabalho e aumento da riqueza pessoal, nos próximos 12 meses.
Os norte-americanos foram os mais otimistas em relação às intenções de compra.
O Paquistão, Grécia e Colômbia registaram os maiores aumentos de confiança do consumidor entre o primeiro e o segundo trimestres de 2013, embora a Grécia ainda se situe nos mercados mais deprimidos a nível global.

24 julho 2013

Indice de confiança na Europa

Europa
Como os cortes na Despesa Pública, aumentos de impostos e desemprego elevado continuam a pesar sobre as famílias na Europa, a confiança do consumidor diminuiu em 14 dos 29 mercados europeus.
O consumidor europeu está em compasso de espera, vemos um conjunto distinto de camadas com consumidores alemães sendo o mais confiante, seguida pelos consumidores no Reino Unido, França e Itália e Grécia, onde a confiança é baixa e com tendência para diminuir.


indice de confiança na Europa

O Índice Global de Confiança do Consumidor subiu 1 ponto no segundo trimestre, para 94, depois de ter subido dois pontos no trimestre anterior. Os sinais dos consumidores permanecem pessimistas sobre as perspetivas globais.
O índice de confiança melhorou nos Estados Unidos, a maior economia do mundo, refletindo o aumento das oportunidades de emprego, os preços internos mais elevados e um mercado de ações a subir.
Quando os consumidores se sentem com algum dinheiro no bolso e também mais seguros sobre obtenção de emprego ou aumenta a perspetiva de manutenção do seu posto de trabalho, faz com que eles detenham maior nível de confiança.

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Os consumidores à escala global estão mais confiantes e menos preocupados com a procura de trabalho
(http://gestornosapo.blogspot.com/2013/07/os-consumidores-escala-global-estao.html)

23 julho 2013

Os consumidores à escala global estão mais confiantes e menos preocupados com a procura de trabalho

EUA, China e os consumidores japoneses estão mais otimistas no 2 º trimestre
·         A Indonésia permanece o mercado consumidor mais otimista
·         Português é o mercado consumidor mais pessimista
A confiança global do consumidor aumentou no segundo trimestre, com a perceção mais otimista sobre empregos, finanças pessoais e intenção de Despesa Pública nos Estados Unidos, China e Japão.
A Indonésia continua a ser o mercado consumidor mais otimista, seguido pelas Filipinas, tendo relegado a India para terceiro lugar.
Portugal manteve a sua posição como o mercado consumidor mais pessimista, que foi registada antes do início da crise política. Hungria e Itália surgem logo de seguida como os mercados consumidores mais pessimistas.

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Grécia aprova plano para despedir milhares de funcionários públicos
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/07/grecia-aprova-plano-para-despedir.html)

18 julho 2013

Grécia aprova plano para despedir milhares de funcionários públicos

O governo de coligação grego, aprovou projeto-lei, para despedir milhares de trabalhadores do setor público. Protestaram milhares de trabalhadores em frente ao Parlamento, cantando slogans anti-austeridade.

Esta votação foi o primeiro grande teste para a coligação de dois partidos do primeiro-ministro Antonis Samaras, que perdeu um aliado, desde o corte abrupto da emissora estatal, no mês passado, e o deixou com uma maioria escassa de cinco lugares no parlamento de 300 lugares.

Grécia aprova plano para despedir milhares de funcionários públicos
Grécia aprova plano para despedir milhares de funcionários públicos


O projeto inclui planos extremamente polémicos com transferência e programa de rescisões para 25 mil funcionários públicos - principalmente professores e policias municipais – tendo provocado uma semana de marchas quase diárias, manifestações e greves em protesto.

Cerca de 5.000 gregos inundaram a rua, frente ao Parlamento, com a aproximação da votação, entoando algumas frases como: "Nós não vamos sucumbir, a única opção é resistir" e segurando balões pretos – a afluência às urnas foi muito menor do que nos protestos do ano passado.

"Após 12 anos de trabalho, eles despedem-nos numa noite", disse entre soluços, Patra Hatziharalampous, um guarda de escola de 52 anos de idade, em uniforme. "Se o governo grego tiver alguma coragem, devem dizer não ao resgate financeiro e recuperar alguns artigos do projeto de lei".

As reformas foram aprovadas horas da chegada a Atenas para sua primeira visita à Grécia desde a crise da dívida começou em 2009, do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble - principal proponente da Europa da austeridade e responsabilizado por muitos gregos pelos seus problemas.

Antes da votação, Samaras anunciou o corte de impostos na Grécia desde o início da crise que dura há cerca de quatro anos, numa tentativa de acalmar os protestos de uma opinião pública cada vez mais desesperada.

"Nós não vamos relaxar", proferiu Samaras num discurso-surpresa na televisão ao anunciar que o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) em restaurantes seria reduzido de 23% para 13%, a partir 1 de agosto.


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Despedimento coletivo (http://gestornosapo.blogspot.com/2013/07/despedimento-coletivo.html)

13 julho 2013

Despedimento coletivo

Segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), o número de empresas que recorreram ao despedimento coletivo aumentou também 30% até maio (de 387 para 482). 

12 julho 2013

Desemprego jovem

A Europa encara um sério e grave problema. O flagelo do desemprego juvenil na Europa não pára de crescer. Quase um quarto dos jovens europeus com menos de 25 anos não tem emprego. A França e Alemanha já anunciaram um programa de 6 mil milhões de euros. 
Ainda assim, os jovens qualificados reúnem mais hipóteses de obtenção de emprego.

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Desemprego na zona euro em máximos
(http://gestornosapo.blogspot.pt/2013/07/desemprego-na-zona-euro-em-maximos-da.html)

11 julho 2013

Salvação Nacional sem dúvidas

Para quem nunca se engana e raramente tem dúvidas, trata-se de uma jogada de alto risco político, estratégico e macroeconómico. Tudo isto porque o presidente da república portuguesa, Cavaco Silva, decidiu sair da sombra política e exercer uma obrigação de presidente: pronunciar-se sobre o estado do país.
Propõe uma Junta de Salvação Nacional, porque não acredita neste Governo "remodelado" e comandado por Paulo Portas e coadjuvado por Passos Coelho.
Vamos ter governo até junho de 2014 ?

10 julho 2013

Agravamento no atraso nos pagamentos

As empresas portuguesas registam um atraso médio de 31 dias nos pagamentos no primeiro trimestre, tendência em agravamento desde 2008, colocando Portugal como um dos piores em relação à europa.
Joao Pires

Desemprego na zona euro em máximos da década de noventa

A taxa de desemprego tem vindo a agravar e já ultrapassou 12% em maio, nos países do euro. 
A diferença das taxas de desemprego na zona euro tem vindo a aumentar desde o início da crise financeira em julho 2008.
No conjunto dos 17, Portugal manteve a terceira taxa de desemprego, a seguir à Grécia e Espanha.
As tendências do desemprego são diferentes, conforme variam os grupos de população.

Fontes: OCDE e Eurostat

A Europa incentiva a criação de agência com poderes para fechar bancos em dificuldades

A Comissão Europeia (CE) propôs a criação de uma agência para salvar ou fechar bancos falidos, mas a ausência de um fundo próprio de resgate imediato para fazer o saneamento financeiro desses bancos pode trazer dificuldades na concretização desse objetivo.

A Europa prevê lucros no fecho do segundo trimestre

Alimentação, bebidas, tecnológicas e empresas financeiras europeias serão as estrelas dos ganhos do segundo trimestre, dado estes segmentos encontrarem-se em franca recuperação, enquanto que países, como Portugal, que vendem para os mercados emergentes podem vir a perder nesse período.

Crise na governação portuguesa

Estamos habituados a crises políticas como hecatombes, derrocadas, tsunamis, furacões e outros fenómenos da natureza. 
Aquilo que mais custa aos cidadãos e contribuintes é a credibilidade que o país gozou até hoje e que levou anos a conquistar e que em escassos segundos se destruiu com uma ou várias declarações políticas ao país.

Foram dois anos de árduos sacrifícios.

Já se ganhou muito, nomeadamente no regresso aos mercados financeiros, pois o país não pode viver sem o refinanciamento.
Também se ganhou na descida da taxa de juro, que hoje voltou a galopar sem fim e a recuperação parcial da soberania financeira.

04 julho 2013

A crise criada pelas demissões dos ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros de Portugal


O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho e o seu parceiro de coligação no governo, Paulo Portas arriscaram uma crise política que poderá deitar por terra todos os esforços desenvolvidos ao longo de dois anos para emergir do resgate internacional.

O primeiro-ministro disse que o seu governo iria sobreviver à crise criada pelas demissões de ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas e o seu ministro das Finanças Vitor Gaspar, esta semana, o que coloca em causa a maioria na Assembleia da Republica.

"Estou confiante de que seremos capazes de superar essa dificuldade", proferiu Passos Coelho aos jornalistas depois de uma reunião dos líderes europeus para discutir o desemprego juvenil, em Berlim.

O CDS-PP de Paulo Portas reuniu durante todo o dia na quarta-feira e decidiu que o líder iria falar com o primeiro-ministro, numa tentativa de encontrar uma maneira de sair desta crise politica, a pior crise desde que Portugal recebeu o resgate financeiro em 2011.

Luís Queiró, membro do CDS-PP, disse que as negociações teriam como objetivo "definir as circunstâncias que garantem uma solução viável para os governantes de Portugal".

Apesar dos movimentos para curar a ferida, que foi provocada por dúvidas profundas e crescentes em Portugal mais austeridade implacável do governo para cumprir os termos do seu resgate, muitos analistas disseram que era apenas uma questão de tempo até o governo cair.

O Gabinete do Presidente Aníbal Cavaco Silva disse que tinham já começado as reuniões com os partidos políticos para encontrar uma solução, durante a próxima semana.

A oposição quer eleições já

António José Seguro, líder da oposição, deixou já claro e após a reunião com o Presidente da Republica que o seu partido quer eleições antecipadas.

"Nós consideramos que o país tem que voltar rapidamente para ter um governo com coesão e força", Seguro disse aos jornalistas, propondo um voto em 29 de setembro, para coincidir com as eleições locais.

Sem solução iminente, os preços das ações tiveram uma queda abruta na bolsa, tendo até sido suspenso o short-selling.

Os credores de Portugal - a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) - eram esperados em Lisboa para iniciar a sua próxima revisão da economia em 15 de julho, mas em face destes acontecimentos mais recentes, a visita pode agora ser adiada.