26 janeiro 2015

A educação é quantificável ?

É possível medir o nível de educação, formação e desempenho de uma criança?

É possível definir objectivos estratégicos quantificáveis?

É possivel definir o sentido da vida e da existência humana?

A obsessão pela avaliação dos alunos tem vindo a aumentar.

"Se não sabes contar, então não contas!"

Objetivos mais quantificáveis na Educação ?

O nível de educação pode ser composto por metas quantificáveis ?

Estamos particularmente obcecados em medir o progresso do nível de educação das crianças. Tal como se fosse um jogo de consola, prontos a passar de nível.

Mas qual é a concepção de educação?

As crianças tem sido alvo de competições que colocam pais contra pais, professores contra professores, escolas contra escolas, onde faltam zonas verdes (ranking de escolas 2014)  na luta para ver quem consegue arrancar a melhor avaliação da turma, a cada teste.

Estamos a privar as nossas crianças do sono, do tempo para brincar e para se auto-conhecerem. Por outras palavras, estamos a privar as crianças da sua infância em nome da melhoria dos resultados escolares.

A educação é quantificável ?

Mas afinal o que é a educação? Qual é o objectivo da educação?
O nível de educação escolar é mensurável? E se for possível medir o nível de conhecimentos de um aluno, faz sentido aplicar a mesma grelha, a mesma escala e aplicar a mesma norma a todos os individuos?

No entanto foram registando-se alterações ao longo da história.

A orientação dada aos professores para ensinar ou a forma como avaliam o desempenho dos seus alunos não é absoluta e nem sempre é linear.

Alguns professores entendem que as crianças diferem naturalmente umas das outras e que elas têm o direito de passar uma boa parte do dia brincando, explorando e desenvolvendo livremente os seus próprios interesses e motivações.

A educação é quantificável ?

João Pires
João Pires

13 janeiro 2015

Economia portuguesa em janeiro de 2015

A dinâmica do tecido empresarial português recuperou, segundo números do final de 2014, para valor semelhantes aos que registava antes do Programa de Assistencia Económica e Financeira (PAEF), após um período de convulsão especialmente acentuado em 2011 e 2012.

Também o desempenho das empresas apresenta sinais positivos no que respeita ao volume de negócios e das exportações, quando comparada a evolução de 2012.2013 e 2011.2012

Em 2014 registou o numero (13.000) mais baixo de encerramentos de organizações e empresas desde 2007, mantendo uma queda já verificada em 2013.

Em 2013 e em 2014 o numero da criação de novas empresas atinge os 35 mil, sendo dos valores mais altos, registados desde 2007.

O ano de 2013 mostra pela primeira vez uma inversão da tendência de subida do número de insolvências verificada desde 2007, apresentando uma redução ainda mais acentuada em (-20,6%).

Em 2014, por cada empresa que encerrou, nasceram 2 novas entidades, o rácio mais elevado desde 2007.

Os factores tais como alterações fiscais ou a possibilidade de constituir empresas com o capital de um euro por sócio (a partir de abril de 2011), poderão ajudar a explicar a recuperação do empreendedorismo, a juntar ao acréscimo verificado pela iniciativa individual, que se constata pelo crescimento do número de sociedades unipessoais.

Veja também:


http://gestornosapo.blogspot.pt/2015/03/o-sindicalismo-e-o-espirito-samurai.html



10 janeiro 2015

2014: Annus Horribilis

2014 trouxe noticias amargas, principalmente nos últimos meses do ano com o desabamento de figuras mediáticas como José Sócrates, o qual foi super mediatizado, levando canais de televisão a fazer análises e conjecturas para além do razoável e até do esperado.

Para o cidadão foi como se um alarme social tivesse disparado. E agora?

O verão foi bem agitado com a queda do império do Dono Disto Tudo (DDT) e buscas aos escritórios de Ricardo Salgado.

Por fim vem ao de cimo o escândalo relacionado com os Vistos Gold, tendo por base a venda de imóveis hiper inflacionados e até com graves defeitos de construção a empresários chineses ávidos de entrar na Europa, na sequência do sucesso da entrada de capitais chineses na EDP (China Three Gorges Corporation).

Os protagonistas de 2014 foram:

- José Sócrates, acusado por crimes de branqueamento de capitais, corrupção passiva, fraude fiscal, entre outros.
- Jarmela Palmos (ex-director do SEF)
- Maria de Lurdes Rodrigues (ex-ministra condenada por favorecimento patrimonial)
- Duarte Lima (ex-lider parlamentar acusado homicidio por dinheiro)
- Joao Rendeiro (fundador do Banco Privado Português), acusado pela insolvência do BPP
- António Oliveira e Costa (ex-presidente do BPN, ex-deputado do PSD) acusado  esquema de enriquecimento.


Veja também:
Alves dos Reis (http://gestornosapo.blogspot.pt/2014/11/alves-dos-reis.html)
João Pires