08 março 2015

O sindicalismo e o espírito Samurai (parte I)

O sindicalismo e o espírito Samurai (parte I)

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O nome "samurai" significa, em japonês, "aquele que serve". Portanto, sua maior função era servir, com total lealdade e empenho.

O sindicalismo tem origem nas corporações de ofício da Europa medieval. No século XVIII, durante a revolução industrial na Inglaterra, os trabalhadores oriundos das indústrias têxteis, doentes e desempregados juntavam-se nas sociedades de socorro mútuos.

Esta revolução teve um papel crucial com o surgimento do capitalismo, pois, devido à constante concorrência que os  capitalistas faziam entre si, as máquinas foram ganhando cada vez mais lugar nas fábricas, e assim continua nos nossos dias, tomando assim, o lugar de muitos operários, estes tornaram-se no que é chamado "mão-de-obra excedentária", logo o capitalista tomou controlo total da situação e tinha o poder de pagar o salário que bem entendesse ao operário.

Quais são os desafios que são colocados ao sindicalismo da banca em Portugal?
As relações coletivas de trabalho, nomeadamente a caracterização dos intervenientes e componentes que fazem parte da negociação coletiva, têm vindo a ser enfraquecidas, a favor do empregador.

O quotidiano dos dirigentes sindicais, a influência dos sindicatos na vida dos trabalhadores, o encontro de soluções para os desafios colocados aos sindicatos e as alternativas apresentadas para o futuro, são cruciais para reencontrar o equilíbrio das partes.

O contexto atual é marcado por uma conjuntura económica e social difícil, a qual se prevê que irá perdurar mais alguns anos, na qual as situações de desemprego ou de emprego precário são cada vez mais frequentes. Muitas das tomadas de decisões políticas colocam em causa os direitos pelos quais os trabalhadores lutaram ao longo de várias décadas. Certamente que um maior investimento no desenvolvimento nas relações do trabalho poderia ser uma boa forma de dinamizar e motivar o crescimento das sociedades.

Se, anteriormente, os trabalhadores passavam por um processo de aprendizagem, profissão de carreira e, por fim, reforma. Atualmente, não existem fronteiras claras entre emprego, desemprego, reforma e trabalho em casa. Por esse motivo, as associações sindicais devem demonstrar que são capazes de apoiar os trabalhadores nas diversas transições que vão sofrer a partir do momento em que ingressam no mercado de trabalho, mantendo um verdadeiro diálogo permanente sem estarem presos a directrizes de natureza política, ideológica ou outras. O trabalho deverá ser o leitmotiv desta relação.

A continuada tendência da quebra das cotizações é também um problema grave, pois são a principal fonte de receitas dos sindicatos, causando uma maior dificuldade na sua gestão, isto porque há sindicatos que não têm tomado as medidas necessárias ao longo dos anos para reunirem um número de associados suficientes para manter a sua sustentabilidade, provocando situações de ruptura, recorrendo por vezes, ao financiamento do... patronato.

Esse decréscimo das receitas provenientes das quotizações estão a ocorrer nos sindicatos da banca, entre outros, que são atingidos pelo despedimento de trabalhadores e pelo descrédito dos restantes, que outrora possuíam elevadas taxas de sindicalização, mantendo assim a tendência de redução de associados.

Veja também:

O sindicalismo e o espírito Samurai (parte II)

O sindicalismo e o espírito Samurai (parte III)


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João Pires

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